Era uma tarde escura e fria.
Conseguia sentir a chuva a bater no vidro, onde me apoiava. O verde lá fora ia tornando-se cada vez mais escasso, dando lugar a um nevoeiro que parecia infinito.
Eu nem queria estar naquele misero carro. Mas não tinha outra escolha. Teria eu?
O lado bom de um lugar novo, é ninguém te conhecer, não há expectativas sobre o que possas dar de ti mesma.
E tu, fizeste o teu próprio idealismo sobre a minha pessoa.
Absolutamente errado.
Fugia eu entre palavras ditas a tremer, e acções propositadas.
Mas nada disso te fez com que me afastasses.
Vai-te embora. Quantas vezes preciso de te magoar mais para perceberes isso?
Mas tu não vais.
Então vou eu. Com o tempo irás te esquecer de mim.
Serei apenas mais uma sombra das tuas memórias mais antigas, quase indistintas.
- minha autoria
Sem comentários:
Enviar um comentário